MAUÁ
BARÃO DE MAUÁ, PATRONO DO
EMPREENDEDOR BRASILEIRO
Em 1823, aos nove anos de idade, desembarcava no Rio de Janeiro um menino
viria a ser o homem que transformaria a face do Brasil, colocando o país
definitivamente no rumo do progresso industrial, do desenvolvimento e da
modernização. Seu nome: Irineu Evangelista de Sousa, o futuro Barão e
Visconde de Mauá.
Órfão de pai, e não podendo continuar junto à mãe, no Rio Grande do Sul,
Irineu, uma vez na capital do Império, começou a trabalhar como caixeiro em uma
grande firma de comércio, comandada por portugueses. Posteriormente, ingressou
numa firma inglesa, e, graças à sua capacidade e energia excepcionais,
conseguiu tornar-se sócio, um evento único, pois os ingleses eram totalmente
fechados ao elemento nativo.
A partir da década de 1840, ele começou a imprimir a sua marca nos
destinos do país: em 1846, funda a indústria naval brasileira, com a construção
dos estaleiros da Companhia Ponta da Areia, em Niterói, empregando mais de mil operários,
tornando-se de imediato a maior empresa do país. Em 1851, fundou a companhia de
gás, a qual permitiu a introdução da moderna iluminação pública na capital,
aposentando os velhos lampiões a azeite de peixe. Foi um grande sucesso, sendo
a novidade aclamada pelo povo, o qual se perguntava sem cessar: “Como pudemos
viver tanto tempo sem esta melhoria?”.
Em 1854, implantou a primeira ferrovia do Brasil, ligando um porto no
fundo da baía de Guanabara à Raiz da Serra de Petrópolis. A locomotiva que
puxava o comboio era a célebre Baronesa, pois nessa ocasião, Irineu foi agraciado
com o título de Barão, e decidiu homenagear sua esposa com o nome dado à
máquina.
Dentre os muitos feitos de Mauá, inumeráveis mesmo, podemos incluir a
construção do princípio da primeira estrada pavimentada, entre Petrópolis e
Juiz de Fora, a construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí, e a colocação do
cabo submarino telegráfico, ligando o Brasil à Europa, em 1874. É preciso
ter-se em mente que todos essas empreitadas necessitavam de somas de capital
elevadíssimas, sem precedentes no mundo de então. Seu perfil contrastava
excessivamente com o da sociedade local, escravista e com elites avessas ao
trabalho, com seu modo de vida baseado na propriedade de terras, ou nas
benesses do estado Imperial. Assim, o sucesso de Mauá sempre despertou inveja,
tendo ele muitos inimigos durante sua trajetória.
O futuro, contudo, estava ao seu lado, e seu trabalho árduo lançou as
bases da infra-estrutura industrial e de serviços do Brasil, e apontou o
caminho a seguir, introduzindo, com seu exemplo, o gérmen de uma novamentalidade,
que gerou nossa modernidade, de competência reconhecida mundialmente em vários
setores.
Por esta razão, nunca será demais rendermos homenagem a este homem, que
foi um gigante entre os anões de seu tempo, e que ousou apostar no futuro.
Resumo do filme MAUÁ - O HOMEM DE FERRO












1 comentários:
Exemplo de vida....
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