Técnica de ensino
Técnicas de Ensino - Aula elaborada pelos Profº Magela e Jair da UEG - unidade de Campos Belos/GO.
Técnicas de Ensino
Segundo VASCONCELLOS (1999, p. 147) de
acordo com a teoria do conhecimento que fundamenta o trabalho do
professor, considera como referência a concepção dialética de
conhecimento, destacando a problematização como elemento
nuclear na metodologia de trabalho em sala de aula. Se forem
adequadamente captadas, as perguntas deverão provocar e direcionar de
forma significativa e participativa, o processo de construção do
conhecimento por parte do aluno, sendo também um elemento mobilizador
para esta construção. Nesse sentido, ao preparar a aula, o professor já
poderia destacar as possíveis perguntas e problemas desencadeadores
para a reflexão dos alunos.
De acordo com VILARINHO (1985, p. 52) os métodos de ensino apresentam três modalidades básicas:
- Métodos de ensino individualizado:
a ênfase está na necessidade de se atender às diferenças individuais,
como por exemplo: ritmo de trabalho, interesses, necessidades,
aptidões, etc., predominando o estudo e a pesquisa, o contato entre os
alunos é acidental.
- Métodos de ensino socializado:
o objetivo principal é o trabalho de grupo, com vistas à interação
social e mental proveniente dessa modalidade de tarefa. A preocupação
máxima é a integração do educando ao meio social e a troca de
experiências significativas em níveis cognitivos e afetivos.
- Métodos de ensino sócio-individualizado:
procura equilibrar a ação grupal e o esforço individual, no sentido de
promover a adaptação do ensino ao educando e o ajustamento deste ao
meio social.
O quadro a seguir sugere a escolha das técnicas em função dos objetivos a atingir:
| Modalidades Básicas | Técnicas | Aplicações | ||
| Individualizado | Estudo Dirigido | Estimular método de estudo e pensamento reflexivo.Levar a autonomia intelectual.Atender a recuperação de estudos. | ||
| Ensino por fichas | Revisão e enriquecimento de conteúdos | |||
| Instrução programada | Apresentação de informações em pequenas etapas e sequência lógica.Fornece recompensa imediata e reforço.Permite que o aluno caminhe no seu ritmo próprio. | |||
| Ensino por módulos | Leva o estudante a responsabilidade no desempenho das tarefas propostas.Propõe ao aluno os objetivos a serem atingidos e variadas atividades para alcançar esses objetivos. | |||
| Socializado | Discussão em pequenos grupos Estudo de casos | Troca de ideias e opiniões face a face.Resolução de problemas.Busca de informações.Tomada de decisões. | ||
| Discussão 66 ou Phillips 66 | Revisão de assuntos.Estímulo à ação.Troca de ideias e conclusão | |||
| Painel | Definir pontos de acordo e desacordo.Debate, consenso e atitudes diferentes (assuntos polêmicos) | |||
| Painel Integrado | Troca de informações.Integração total (das partes num todo).Novas oportunidades de relacionamento. | |||
| Grupo de cochicho | Máximo de participação individual.Troca de informações.Funciona como meio de incentivação.Facilita a reflexão. | |||
| Discussão dirigida | Solução conjunta de problemas.Participação de todos os | |||
| Brainstorming | Criatividade (Ideias originais). Participação total e livre. | |||
| Seminário | Estudo aprofundado de um tema.Coleta de informações e experiências.Pesquisa, conhecimento global do tema.Reflexão crítica. | |||
| Sócio-individualizado | Método de Projetos | Realiza algo de concreto.Incentiva a resolução de problemas sugeridos pelos alunos.Exige trabalho em grupo e atividades individuais. | ||
| Método de problemas | Desenvolve o pensamento reflexivo.Desenvolve o pensamento científico. | |||
| Unidades didáticas | Compreensão do “todo” a ser estudado.Incentivo ao aluno e a criatividade, flexibilidade nas atividades.Permite organização do conteúdo aprendido. | |||
| Unidades de Experiências | Aplicação de conceitos teóricos na prática.Permite ao aluno uma análise crítica e a reconstrução da experiência social. | |||
| Pesquisa como atividade discente | Desenvolve o gosto pelo estudo científico.Leva o aluno a distinguir a pesquisa pura da aplicada.Utiliza-se de diversas técnicas de coleta de dados.Utiliza-se do método científico. | |||
As técnicas de ensino a seguir ajudarão na escolha da melhor maneira para apresentação de um conteúdo.
TG-01 – DISCUSSÃO LIVRE
1. Caracterização da técnica
Reunião informal de pequeno grupo com
livre apresentação de idéias, sem qualquer limitação quanto à
exeqüibilidade. Possibilita o máximo de criatividade e estímulo,
permitindo o exame de alternativas para solução de problemas dentro de
uma atmosfera de reflexão e comunicação.
2. A técnica é útil para:
a. aprofundamento do estudo de um tema;
b. discussão de problemas e exame de soluções;
c. explorar novas possibilidades, assegurando idéias dinâmicas e novas que poderão ser aproveitadas;
d. tomada de decisão cujo cumprimento não seja urgente;
e. somente para avaliação do processo do grupo.
3. Use a técnica quando:
a. o grupo não possuir mais de 15 membros ou use mini-grupos de 5;
b. os membros forem relativamente maduros e quando se conhecem o suficiente para dialogarem livremente;
c. houver uma atmosfera de liberdade de expressão;
d. não houver comprometimento com padrões e fórmulas usuais;
e. os membros do grupo possuírem flexibilidade para criar novas soluções ou apontar novas diretrizes;
f. o grupo for homogêneo;
g. o grupo tiver objetivos comuns;
h. houver tempo suficiente para abordar-se o problema com calma e método.
4. Como usar a técnica:
a. conhecer a amplitude do problema a ser debatido, fixando as linhas de discussão e o tempo disponível para a reunião;
b. estabelecer um ambiente informal que facilite a comunicação e a cooperação entre os membros;
c. interpretar a técnica a ser usada na reunião;
d. escolher um encarregado para fazer as anotações e registros das idéias apresentadas;
e. esclarecer que são normas da discussão livre:
f. as idéias têm de ser expressas sem qualquer limitação quanto às possibilidades de execução;
g. as idéias só serão rejeitadas se não
se relacionarem com o assunto em discussão, ou seja, podem ser
desenvolvidas e detalhadas, mas não restringidas.
TG-02 – DISCUSSÃO 6/6 ou PHILLIPS 6/6
1. Caracterização da técnica:
Consiste no fracionamento de um grupo
numeroso em pequenos grupos a fim de facilitar a discussão. A
denominação provém do fato de haver sido o método difundido por J.D.
Phillips, e por serem os pequenos grupos formados por 6 pessoas que
discutem o assunto durante 6 minutos. Entretanto, essa característica
não é rígida, podendo o grupo alterar tanto o número como o tempo, de
acordo com a conveniência. A técnica permite a participação de todos os
presentes numa atmosfera informal; estimula a troca de idéias,
encoraja a divisão de trabalho e a responsabilidade; ajuda os membros a
se libertarem de suas inibições e participação num debate.
2. A técnica é útil para:
a. obter informações do grupo sobre seus interesses, problemas, etc;
b. levantar dados e sugestões dos participantes para aproveitamento no planejamento de atividades, programas, diretrizes;
c. criar um clima de receptividade que facilite o aprendizado;
d. analisar e buscar soluções para problemas;
e. maior participação operativa e efetiva de todos os membros do grupo.
3. Use a técnica quando:
a. for conveniente diluir o formalismo de um grupo e criar um clima de cooperação e envolvimento pessoal dos membros;
b. desejarmos os níveis de participação e comunicação;
c. for necessário reunirmos rapidamente as idéias, sugestões ou opiniões de um grupo;
d. desejarmos obter ou verificar se existe consenso;
e. desejarmos verificar cada membro com o grupo;
f. desejarmos estimular a discussão e o raciocínio;
g. a natureza do assunto exigir sua discussão em grupos pequenos;
h. desejarmos obter uma visão pluridimensional do assunto;
i. as condições físicas do ambiente permitirem o deslocamento de cadeiras e sua arrumação em círculos;
j. se pretender enfatizar a troca de
experiências. A técnica é de pouca valia para difusão de informações,
salvo se houver permutação entre os grupos.
4. Como usar a técnica:
Esta técnica consiste na divisão da classe em grupos de seis alunos que discutem um assunto durante seis minutos. Serve para:
coletar informações do grupo sobre necessidades, interesses, pontos de vista e sugestões que podem ser usadas no planejamento do ensino;
mobilizar o grupo para a participação, desde o início do trabalho; e
possibilitar uma atitude de receptividade favorável à aprendizagem.
coletar informações do grupo sobre necessidades, interesses, pontos de vista e sugestões que podem ser usadas no planejamento do ensino;
mobilizar o grupo para a participação, desde o início do trabalho; e
possibilitar uma atitude de receptividade favorável à aprendizagem.
A técnica de Phillips 6-6 apresenta as seguintes vantagens:
permite um máximo de rendimento em um mínimo de tempo;
torna possível a participação de todos os alunos;
possibilita um rápido consenso de grupo;
evita o monopólio das discussões por lideranças autocráticas; e
auxilia os alunos mais tímidos porque a sua participação se limita ao pequeno grupo.
permite um máximo de rendimento em um mínimo de tempo;
torna possível a participação de todos os alunos;
possibilita um rápido consenso de grupo;
evita o monopólio das discussões por lideranças autocráticas; e
auxilia os alunos mais tímidos porque a sua participação se limita ao pequeno grupo.
Para a aplicação desta técnica, cabe ao professor:
explicar o funcionamento da técnica;
comunicar o assunto da discussão;
lembrar os alunos de que devem eleger um coordenador e um secretário-relator;
anunciar o tempo disponível para organização dos pequenos grupos e discussão do assunto;
movimentar-se entre os grupos, para qualquer esclarecimento;
avisar aos alunos quando faltar um minuto para o término do trabalho no pequeno grupo;
convocar os secretários-relatores para a comunicação das conclusões ao grande grupo;
registrar os pontos mais importantes no quadro-de-giz; e
orientar o grupo na elaboração da conclusão final.
explicar o funcionamento da técnica;
comunicar o assunto da discussão;
lembrar os alunos de que devem eleger um coordenador e um secretário-relator;
anunciar o tempo disponível para organização dos pequenos grupos e discussão do assunto;
movimentar-se entre os grupos, para qualquer esclarecimento;
avisar aos alunos quando faltar um minuto para o término do trabalho no pequeno grupo;
convocar os secretários-relatores para a comunicação das conclusões ao grande grupo;
registrar os pontos mais importantes no quadro-de-giz; e
orientar o grupo na elaboração da conclusão final.
Os alunos, por sua vez, terão de:
organizar-se rapidamente, em grupos de seis;
eleger o coordenador e o secretário-relator;
marcar a hora inicial da discussão;
ler o assunto com atenção;
manifestar, um de cada vez, sua posição em relação ao assunto proposto;
restringir-se ao minuto de que dispõem para falar;
ouvir atentamente a contribuição do colega, para evitar repetições desnecessárias e sempre prejudiciais à produção do grupo;
reunir as idéias apresentadas, para formularem uma conclusão; e
contribuir para a elaboração da conclusão final.
organizar-se rapidamente, em grupos de seis;
eleger o coordenador e o secretário-relator;
marcar a hora inicial da discussão;
ler o assunto com atenção;
manifestar, um de cada vez, sua posição em relação ao assunto proposto;
restringir-se ao minuto de que dispõem para falar;
ouvir atentamente a contribuição do colega, para evitar repetições desnecessárias e sempre prejudiciais à produção do grupo;
reunir as idéias apresentadas, para formularem uma conclusão; e
contribuir para a elaboração da conclusão final.
O tempo disponível para discussão, nesta
técnica, pode apresentar um empecilho para o progresso do aluno. Se
for necessário, o professor poderá aumentar o tempo de duração da
atividade.
TG-03 – DRAMATIZAÇÃO ou ROLE PLAYING
1. Caracterização da técnica
A técnica consiste na encenação de um
problema ou situação no campo das relações humanas, por duas ou mais
pessoas, numa situação hipotética em que os papéis são vividos tal como
na realidade. A síntese desses papéis é um dos aspectos mais
importantes do método. Os que vão encenar devem compreender o tipo de
pessoa que dever interpretar durante a dramatização. O resumo do papel
deve conter apenas a condição emocional e as atitudes a serem adotadas,
sem detalhes sobre aquilo que deverá ocorrer durante a apresentação.
Essa técnica permite a informalidade e
assegura a participação psicológica do indivíduo e do grupo; elimina as
inibições e facilita a comunicação.
2. A técnica é útil para:
a. desenvolver a capacidade de relacionamento com outras pessoas através da compreensão da natureza do comportamento humano;
b. fornecer dados de relações humanas que podem ser utilizados para análise e discussão;
c. facilitar a comunicação, “mostrando” e não “falando”;
d. oportunidade para que os indivíduos
“representem” seus problemas pessoais. Os que na vida real não puderam
reconhecê-los, compreende-los, quando viverem em cena, irão reconhecer
sua falta de habilidade para lidar com os outros, podendo aprender a
enfrentar o seu problema ao vê-lo retratado no grupo;
e. criar no grupo uma atmosfera de experimentação e de possível criatividade;
f. despersonalizar o problema dentro do
grupo. Quando apresentado em cena, abstraídas as personalidades dos
executantes reais, há maior liberdade de discussão.
3. Use a técnica quando:
a. os padrões e o controle social do
grupo são de molde a garantir um nível de comentário e discussão que
não afetam psicologicamente os membros;
b. o indivíduo reconhece a necessidade
de aprofundar-se nos seus verdadeiros motivos, impulsos básicos,
bloqueios e ajustamentos, a fim de aumentar sua eficiência como membro
do grupo;
c. os “atores” sentem-se relativamente
seguros a ponto de quererem “expor-se” ao grupo, ou seja, expor seus
sentimentos, suas atitudes, suas frustrações, sua capacidade e suas
aptidões;
d. sentir-se como coordenador ou instrutor, bastante seguro dos objetivos que pretende atingir ao usar a técnica;
e. o alvo for mudar as atitudes de um grupo;
f. se deseja preparar um ambiente ideal para resolver problemas.
4. Como usar a técnica
a. apresentar ou definir o problema que será dramatizado;
b. fixar a simulação ou os aspectos específicos de relacionamento humano a serem enfatizados na dramatização;
c. definir ou apresentar quais os papéis necessários à encenação;
d. escolher os atores, os quais
planejarão as linhas gerais de seu desempenho, ou seja, a condição
emocional e as atitudes a serem adotadas, sem especificar o que deverá
ser feito na encenação;
e. os próprios “atores” poderão armar o
“palco” que dispensará excessivo mobiliário e roupagem, dando ênfase à
descrição verbal da situação;
f. os “ensaios” terão caráter de
reuniões preparatórias onde as características dos papéis serão
examinadas, sem preocupação quanto à “perfeição da representação” dos
atores;
g. determinar ou definir o papel de
grupo a ser desempenhado durante e após a dramatização, o que conclui a
escolha do tipo de debates que se seguirá, bem como a determinação dos
aspectos que deverão ser avaliados;
h. realizar a dramatização em tempo suficiente para permitir a apresentação dos dados, evitando-se a demora excessiva;
i. se o professor achar conveniente,
poderá consultar o grupo quanto ao seu interesse em repetir a
dramatização com a inclusão de idéias e sugestões que forneçam novo
material para aprofundamento de debate;
j. poderão, também, ser usados outros
artifícios, como por exemplo, a substituição dos papéis (troca) para
verificação de sentimentos e atitudes, possibilitando a um personagem
“colocar-se na pele do outro”. É um jogo de reversibilidade, a favor e
contra, ou tarefa invertida.
TG-04 – ENTREVISTA
1. Caracterização da técnica
A técnica de ensino que consiste numa
rápida série de perguntas feitas por um entrevistador, que representa o
grupo, a um especialista em determinado assunto. Este, geralmente, não
pertence ao grupo, ao contrário do entrevistador que é membro dele. É
menos formal que a preleção e mais formal que o diálogo.
2. A técnica é útil para:
a. obter informações, fatos ou opiniões sobre algum assuntos de importância para o grupo;
b. estimular o interesse do grupo por um tema;
c. conseguir maior rendimento de um especialista que seja versátil ao falar sozinho perante um grupo.
3. Use a técnica quando:
a. o grupo é numeroso, o que tornaria ineficiente o interrogatório indiscriminado dos membros do grupo ao entrevistador;
b. outras técnicas forem desaconselhadas;
c. um dos membros do grupo
(entrevistador) possuir boa capacidade de relações humanas ou de
comunicação e segurança para poder obter as informações desejadas do
especialista;
d. a técnica poderá ser utilizada com um elemento novo no grupo.
4. Como usar a técnica
a. convidar um especialista no assunto;
b. indicar um entrevistador, que
organizará com o especialista um questionário e fixará a duração e a
maneira de conduzir a entrevista. O entrevistador poderá obter do grupo
os temas principais a serem enfocados e deverá atuar como
intermediário entre o grupo e o especialista;
c. a entrevista deverá ser mantida em
tom de conversa e as perguntas devem ser formuladas de forma a evitar
respostas do tipo “sim” ou “não”;
d. manter as perguntas ao nível de
entendimento geral do grupo. O entrevistador, por sua vez, evitará a
terminologia técnica que não esteja ao alcance do grupo.
TG-05 – GRUPO DE COCHICHO, ZUM-ZUM ou FACE A FACE
1. Caracterização da técnica
Consiste na divisão do grupo em
subgrupos de dois membros que dialogam, em voz baixa, para discutir um
tema ou responder uma pergunta, sem requerer movimento de pessoas.
Após, é feita a apresentação dos resultados do grande grupo. É um
método extremamente informal que garante a participação quase total,
sendo de fácil organização.
2. A técnica é útil para:
a. comentar, apreciar e avaliar, rapidamente, um tema exposto;
b. sondar a reação do grupo, saber o que ele quer;
c. a consideração de muitos aspectos distintos do assunto.
3. Use a técnica quando:
a. o número de participantes for, no máximo, 50 pessoas;
b. desejar obter maior integração do grupo;
c. quiser criar o máximo de oportunidades para a participação individual;
d. for necessário “quebrar o gelo” dos participantes.
4. Como usar a técnica
a. dividir o grande grupo em subgrupos de dois membros, dispostos um junto do outro (lado ou frente);
b. explicar que os grupos de cochicho
dispõem de tantos minutos para discutir o assunto, após o que um dos
membros exporá o resultado ao grande grupo, na ordem que for
convencionada;
c. apresentar a questão e conduzir as exposições, que serão feitas, após o cochicho, de forma objetiva e concisa.
TG-06 – GV-GO
1. Caracterização da técnica
Consiste na divisão do grupo em dois
subgrupos (GV = grupo de verbalização; GO = grupo de observação). O
primeiro grupo é o que irá discutir o tema na primeira fase, e o
segundo observa e se prepara para substituí-lo. Na segunda fase, o
primeiro grupo observa e o segundo discute. É uma técnica bastante
fácil e informal.
2. A técnica é útil para:
a. análise de conteúdo de um assunto-problema;
b. introdução de um novo conteúdo;
c. conclusão de estudo de um tema;
d. discussão de problema e exame de solução;
e. estimular a participação geral do grupo;
f. estimular a capacidade de observação e
julgamento de todos os participantes. Para isso cada participante do
GO deve cumprir um papel na observação, buscando encontrar aspectos
positivos e negativos na objetividade e operatividade do GV;
g. levar o grupo a um consenso geral;
h. desenvolver habilidades de liderança.
3. Use a técnica quando:
a. o número de participantes for relativamente pequeno;
b. já houver um bom nível de relacionamento e de comunicação entre os membros do grupo;
c. for necessário criar uma atmosfera de discussão;
d. for conveniente diluir o formalismo do grupo;
e. desejarmos estimular a discussão e o raciocínio.
4. Como usar a técnica
a. o coordenador propõe o problema e explica o qual o objetivo que pretende com o grupo;
b. explica como se processará a discussão e fixa o tempo disponível
c. o grupo é dividido em dois;
d. um grupo formará um círculo interno (GV) e o outro um círculo externo (GO);
e. apenas o GV debate o tema. O GO observa e anota;
f. após o tempo determinado, o
coordenador manda fazer a inversão, passando o grupo interno para o
exterior e o exterior para o interior;
g. após as discussões, o coordenador
poderá apresentar uma síntese do assunto debatido. Poderá ser,
inicialmente, marcado um “sintetizador”.
TG-07 – LEITURA DIRIGIDA
1. Caracterização da técnica
É o acompanhamento pelo grupo da leitura
de um texto. O coordenador fornece, previamente, ao grupo uma idéia do
assunto a ser lido. A leitura é feita individualmente pelos
participantes, e comentada a cada passo, com supervisão do coordenador.
Finalmente o coordenador dá um resumo, ressaltando os pontos chaves a
serem observados.
2. A técnica é útil para:
a. apresentar informações para o grupo;
b. introduzir um conteúdo novo dentro do programa;
c. a interpretação minuciosa de textos, rotinas, etc.
3. Use a técnica quando:
a. o tema puder ser apresentado por escrito, com número de cópias ou exemplares suficientes para todos os membros do grupo;
b. há interesse do grupo em aprofundar o estudo de um tema;
c. a participação geral não for o objetivo principal.
4. Como usar a técnica
a. providenciar número de exemplares ou cópias igual ao número de participantes;
b. o círculo continua sendo a melhor maneira de dispor o grupo;
c. oferecer inicialmente ao grupo uma idéia geral do assunto a ser explorado;
d. comentar os aspectos relevantes do
tema e. se houver tempo, primeiro fazer uma leitura geral, e só então
fazer a leitura ou parágrafo a parágrafo;
f. após a leitura, é saudável uma discussão em grupo.
TG-08 – PAINEL COM INTERROGATÓRIO
1. Caracterização da técnica
Um pequeno grupo de especialistas em
determinado assunto discute e é interrogado por uma ou mais pessoas,
geralmente sob a coordenação de um moderador. Trata-se de uma variação
de técnica de discussão em painel. Dele participam três a cinco
pessoas, o moderador e os interrogadores. A discussão é informal, mas
as respostas devem ser dadas com a máxima precisão. O desenvolvimento
do assunto baseia-se na interação entre o interrogador e o painel.. As
perguntas devem ser objetivas.
2. A técnica é útil para:
a. despertar o interesse do grupo para um tema;
b. discutir um grande número de questões, num curto espaço de tempo;
c. apresentar a experiência de alguns membros do grupo;
e. conseguir detalhes de algum assunto ou problema.
3. Use a técnica quando:
a. o número de participantes é muito grande;
b. os integrantes do painel (moderadores e interrogadores) puderem ser escolhidos entre os membros do próprio grupo;
c. o grupo estiver interessado em aprofundar o tema.
4. Como usar a técnica
a. selecionar com antecedência o moderador, os interrogadores e o painel;
b. o moderador deve reunir-se com os interrogadores para fixar a orientação;
c. na reunião, o moderador apresenta ao grupo os integrantes do painel;
d. a seguir apresenta sucintamente o assunto e explica a técnica;
e. os interrogadores devem iniciar o
interrogatório, expressando as perguntas de maneira clara e concisa. O
êxito das discussões depende dos interrogadores, que têm grande
responsabilidade na condução dos debates, tanto do ponto do
encadeamento da idéia, como do nível de detalhe a que se deve chegar;
f. o moderador intervirá quando houver
necessidade de aprofundar um aspecto abordado, esclarecer um ponto
obscuro, pedir a repetição de uma pergunta ou de uma resposta não
compreendida, interpelar algum membro do painel que estiver sendo
prolixo, fugindo do tema central ou interpretando mal seu papel;
g. ao final do interrogatório, o moderador apresenta uma síntese ou simula geral.
TG-09 – PAINEL INTEGRADO
1. Caracterização da técnica
Constitui uma variação da técnica de
fracionamento. O grande grupo é dividido em subgrupos que são
totalmente reformulados após determinado tempo de discussão, de tal
forma que cada subgrupo é composto por integrantes de cada subgrupo
anterior. Cada participante leva para o novo subgrupo as conclusões
e/ou idéias do grupo anterior, havendo assim possibilidades de cada
grupo conhecer as idéias levantadas pelos demais. A técnica permite a
integração de conceitos, idéias, conclusões, integrando-os.
2. A técnica é útil para:
a. introduzir assunto novo;
b. integrar o grupo;
c. explorar um documento básico sobre determinado assunto;
d. obter a participação de todos;
e. familiarizar os participantes com determinado assunto;
f. continuar um debate sobre tema
apresentado anteriormente sob a forma de preleção, simpósio, projeção
de slides ou filmes, dramatização, etc .;
g. aprofundar o estudo de um tema.
3. Use a técnica quando:
a. trabalhar com grupos de 15 pessoas, no mínimo;
b. desejar proporcionar contato pessoal entre os membros do grande grupo;
c. quiser diluir o formalismo do grupo;
d. houver um interesse em elevar de níveis de participação e comunicação;
e. desejamos obter uma visão do assunto sob vários ângulos;
f. o tempo for limitado;
g. houver possibilidade de deslocamento de cadeiras e de sua arrumação em círculos.
4. Como usar a técnica
a. planejar, com antecedência, as perguntas, problemas ou roteiro de discussão que serão colocados aos subgrupos;
b. explicar ao grupo o funcionamento da
técnica, sua finalidade, o papel e as atitudes esperadas de cada membro
e o tempo disponível para a discussão;
c. dividir o grupo em subgrupos, aproveitando para colocar juntos os membros que ainda não se conheçam e evitar as “panelinhas”;
d. solicitar aos membros dos pequenos
grupos que se apresentem, escolham um coordenador para os debates e um
relator ou secretário para fazer as anotações;
e. cada grupo deve ser montado com um
número de membros igual ao número de subgrupos. Isto possibilitará a
rotação dos grupos como indicado em “h”;
f. distribuir cópias escritas dos assuntos a serem discutidos;
g. esclarecer qual o tempo disponível. O tempo pode ser prorrogado, se conveniente;
h. terminado o tempo, cada elemento de cada subgrupo receberá um número;
i. agora os subgrupos tornam a se reunir, mas todos os “1″ num grupo; todos os “2″ noutros; e assim por diante;
j. cada um apresentará para o subgrupo as conclusões do seu antigo subgrupo.
k. os relatores dos subgrupos (os dois)
reunir-se-ão para elaborar um único relatório, que poderá ser oral ou
escrito, para apresentá-lo ao grupão.
Obs. Fazer as trocas com o cuidado de
romper as “panelinhas” e fazer as “aproximações”. Pode ser feito um
sistema de fracionamento do texto.
TG-10 – PAINEL PROGRESSIVO
1. Caracterização da técnica
Consiste no trabalho individual que
progride para o grande grupo através da formação sucessiva de grupos
que se constituem pela junção de grupos formados na etapa anterior, que
vão aumentando até se fundirem num só (plenário). Em cada etapa
sucessiva os grupos devem retomar as conclusões da etapa anterior a fim
de desenvolvê-las, harmonizando-as.
2. A técnica é útil para:
a. aprofundar o conhecimento de um tema pelas diferentes visões e maneiras de abordá-lo e tratá-lo;
b. fazer com que os participantes entendam o tema;
c. integrar o grupo;
d. introduzir um conteúdo novo;
e. obter a participação de todos os membros do grupo;
f. obter conclusões do grupo acerca de um assunto-problema;
g. prosseguir o debate sobre um assunto anteriormente apresentado sob a forma de audiovisual, dramatização, palestra, etc.
3. Use a técnica quando:
a. trabalhar com grupos de 15 pessoas, no mínimo;
b. for conveniente quebrar o formalismo do grupo;
c. desejarmos obter o consenso grupal acerca do tema quer esteja sendo estudado;
d. desejarmos incrementar a discussão, possibilitando a todos darem a sua contribuição;
e. as condições físicas do ambiente permitirem o deslocamento de cadeiras e sua disposição em círculo;
f. se pretender valorizar a contribuição pessoal de cada membro e a troca de experiências.
4. Como usar a técnica
a. planeje com antecedência a reunião em que aplicará a técnica, em função do tema, do número de participantes, do tempo, etc;
b. número de etapas e o tempo de duração de cada é limitado pelo número de participantes e pelo assunto a ser debatido;
c. após a apresentação do problema ou
distribuição das cópias do assunto a ser discutido a todos os
participantes, explique o funcionamento da técnica em suas várias
etapas, como por exemplo:
- leitura individual do texto ou resposta por escrito a uma questão feita;
- grupamento de dois ou mais membros que analisam, discutem e elaboram uma conclusão com base nas contribuições individuais;
- grupamento cujo número de membros seja
múltiplo do número de integrantes dos grupos anteriores, trabalhando
as conclusões anteriores, listando-as e aglutinando-as;
- conclusões gerais do grande grupo (plenário).
TG-11 – SEMINÁRIO
1. Caracterização da técnica
Grupo reduzido investiga ou estuda
intensamente um tema em uma ou mais sessões planificadas, recorrendo a
diversas fontes originais de informação. É uma forma de discussão em
grupo de idéias, sugestões, opiniões. Os membros não recebem
informações já elaboradas, mas investigam com seus próprios meios em um
clima de colaboração recíproca. Os resultados ou conclusões são de
responsabilidade de todo o grupo e o seminário se conclui com uma
sessão de resumo e avaliação. O seminário é semelhante ao congresso,
porém tem uma organização mais simples e um número mais limitado de
participantes, sendo, porém, este grupo mais homogêneo.
2. A técnica é útil para:
a. levantar problemas;
b. estimular a discussão em torno de um tema;
c. conduzir a conclusões pessoais, não levando necessariamente a conclusões gerais e recomendações;
d. estudar em grupo idéias, opiniões e sugestões de interesse de um determinado grupo;
e. propiciar a troca de experiências entre grupos com um mesmo interesse ou conhecimento.
3. Use a técnica quando:
a. o grupo for pequeno e apresentar certa homogeneidade;
b. os membros do grupo tiverem interesses e objetivos comuns;
c. o coordenador tiver bastante habilidade para conduzir o debate;
d. não existir marcantes diferenças de conhecimento entre os membros do grupo;
e. e pretender dar ênfase ao conteúdo a ser debatido e a troca de experiências entre os membros;
f. e desejar formar um consenso geral sobre determinados assuntos ou problemas.
4. Como usar a técnica
a. planejar o desenvolvimento dos temas, fixando os objetivos da discussão antes de iniciá-la;
b. não são fornecidos aos participantes informações já elaboradas;
c. podem ser realizadas várias sessões para o exame do assunto ou problema;
d. concluir com uma sessão de resumo e avaliação.
TG-12 – SIMPÓSIO
1. Caracterização da técnica
Consiste na exposição sucessiva sobre
diferentes aspectos ou fases de um só assunto ou problema, feita por
uma equipe selecionada (3 a 5 pessoas) perante um auditório, sob a
direção de um moderador. O expositor não deve ultrapassar a 20 minutos
na sua preleção e o simpósio não deve ir além de hora e meia de
duração. Ao final do simpósio, o auditório poderá participar em forma
de perguntas diretas.
2. A técnica é útil para:
a. obter informações abalizadas e ordenadas sobre os diferentes aspectos de um tema;
b. apresentar fatos, informações, opiniões, etc., sobre um mesmo tema;
c. permitir a exposição sistemática e contínua acerca de um tema;
d. discussões em que os objetivos são muito mais a aquisição de elucidações do que propriamente a tomada de decisões;
e. o exame de problemas complexos que devam ser desenvolvidos de forma a promover a compreensão geral do assunto.
3. Use a técnica quando:
a. não houver exigência de interação entre os participantes;
b. os padrões do grupo e a identidade
entre seus membros forem de tal ordem que tornem aceitável uma técnica
de exposição formal;
c. a formalidade das exposições não prejudicarem a compreensão do conteúdo do tema;
d. os membros do grupo forem capazes de
integrar, num todo homogêneo, as idéias apresentadas por diferentes
pessoas nas diversas partes da exposição;
e. o grupo não for julgado bastante
maduro para superar possíveis conflitos gerados numa discussão livre
sobre um assunto relativamente complexo;
f. houver interesse em se colocar diferentes pontos de vista sobre um assunto;
g. o número de participantes é muito grande para permitir o interesse total do grupo.
4. Como usar a técnica
a. selecionar e convidar os expositores do simpósio. Estes não devem ter idéias preconcebidas e devem apresentá-las sem paixão;
b. o moderador deve reunir-se
previamente com os oradores para garantir o acordo sobre o
fracionamento lógico do assunto, identificar as áreas principais e
estabelecer os horários;
c. na reunião, o moderador deve
apresentar os integrantes do simpósio, expor a situação geral do
assunto e quais as partes que serão enfatizadas por cada expositor,
criar atmosfera receptiva e motivar o grupo para as exposições;
d. os integrantes do simpósio devem fazer apresentações concisas e bem organizadas dentro do tempo estabelecido;
e. o moderador poderá, quando oportuno,
conceder a cada integrante do simpósio, um certo tempo para
esclarecimentos e permitir que um participante possa formular uma ou
duas perguntas a outro expositor.
TG-13 – ENCADEAMENTO DE IDÉIAS
1. Caracterização da técnica
Discussão com grupos entre 12 e 30
pessoas, sobre assunto já trabalhado com todo o grupo. Possibilita
recordação agradável e estimulante exercício mental.
2. A técnica é útil para:
a. aprofundar o estudo de um tema;
b. obter dados sobre o nível de informação e compreensão individual do assunto.
c. Agilização do raciocínio;
d. estimular o interesse do grupo sobre o tema;
e. estimular a participação geral do grupo;
f. discutir grande número de questões em pouco tempo.
3. Use a técnica quando:
a. o grupo possuir entre 12 e 30 membros;
b. o grupo já domine o assunto e houver interesse em revisão;
c. desejarmos a participação de todos os membros do grupo;
d. desejarmos identificar cada membro do grupo;
e. desejarmos estimular e agilizar o raciocínio.
4. Como usar a técnica
a. organizar duas fileiras de cadeiras, voltadas face a face;
b. dinâmica se inicia com o primeiro da fileira direita fazendo uma pergunta ao primeiro da esquerda;
c. respondida a questão, o segundo da
direita usará a resposta dada para formular a sua pergunta ao segundo
da esquerda, mantendo o encadeamento da idéia. E assim sucessivamente;
d. terminado, volta-se ao início, mas agora invertendo as posições;
e. tanto as perguntas como as respostas
devem ser feitas e dadas rapidamente, de forma concisa, não havendo
intervalo entre pergunta-resposta-pergunta-resposta.
TG-14 – TEMPESTADE CEREBRAL
1. Caracterização da técnica
É uma técnica de produção de idéias ou
de soluções de problemas em grupo. Possibilita o surgimento de aspectos
ou idéias que não iriam ser, normalmente, levantadas. Na prática não
deve ser estabelecida nenhuma regra ou limite, eliminando assim todos
os prováveis bloqueios ao “insight”.
2. A técnica é útil para:
a. desenvolver a criatividade;
b. liberar bloqueios de personalidade;
c. vencer a cegueira intelectual que nos impede de vê as mil e uma soluções de cada problema;
d. criar um clima de otimismo no grupo;
e. desenvolver a capacidade de iniciativa e liderança.
3. Use a técnica quando:
a. não estiver encontrando idéias para novas iniciativas;
b. não estiver encontrando solução para algum problema;
c. precisar que o grupo comprove sua capacidade de abrir caminhos e produzir soluções;
d. precisar romper bloqueios criados na personalidade do grupo ou de membro do grupo.
4. Como usar a técnica
a. disponha o pessoal como for possível, de preferência em círculo;
b. crie um clima informal e descontraído de esportividade e muita espontaneidade;
c. suspenda (proíba mesmo) críticas, julgamentos, explicações. Só vale colocar a idéia;
d. levar todos a romper com sua auto-censura, expondo o que lhe vier a cabeça, sem pré-julgar;
e. pedir que emitam idéias em frases breves e concisas;
f. todos devem falar alto, sem ordem preestabelecida, mas um de cada vez;
g. proibir cochichos, risinhos e conversas paralelas.
Obs.- No grupo de 20 pessoas, o número
de sugestões dadas em cinco minutos é 100. Sinal de que o grupo é
criativo. Não desanimar se nos primeiros exercícios ficarem muito aquém
deste número. Tudo é questão de treino.
TG-15 – DISCUSSÃO CIRCULAR
1. Caracterização da técnica
É um processo de encadeamento de
aspectos dentro de uma mesma idéia. Oferece oportunidade ao raciocínio
rápido e comprovação do entendimento do assunto.
2. A técnica é útil para:
a. agilizar o raciocínio individual;
b. rápida revisão do assunto;
c. comprovação do entendimento e dos pontos falhos;
d. dar oportunidade a todos de expressarem seu entendimento ou dívida.
3. Use a técnica quando:
a. o estudo de um assunto estiver completo;
b. desejar rever um assunto.;
c. desejar reforçar o conteúdo de um assunto;
d. precisar estimular o raciocínio encadeado;
e. for preciso anotar os atos falhos sobre um assunto.
4. Como usar a técnica
a. apresente uma pergunta de forma clara e condensada;
b. verifique se todos entenderam a questão apresentada;
c. explique que cada um deve apresentar um aspecto novo sobre a pergunta feita, ou seja, não vale repetir coisas já faladas;
d. cada um tem um minuto, no máximo, para se expressar;
e. após apresentar a pergunta e fazer os
esclarecimentos que se fizerem necessários, pedir a alguém que se
apresente para iniciar a rodada;
f. após ele, o do seu lado é que deve continuar, não devendo ser permitido “saltar” para outro;
g. ninguém deve interromper ou responder a uma crítica enquanto não chegar a sua vez;
h. a “discussão circular” continua até que todos achem que nada mais há a acrescentar, ou até esgotar o tempo previsto;
i. após a primeira rodada, em que todos devem participar, pode ser pedida a dispensa da palavra com um: “passo”.
TG-16 – TÉCNICA DE RUMINAÇÃO
1. Caracterização da técnica
Possibilita fundir o esforço individual
com o do grupo, no entendimento de um texto. Leva a uma leitura
cuidadosa, minuciosa e profunda do texto, de forma individual.
2. A técnica é útil para:
a. habituar a leu um texto com o máximo de atenção;
b. habituar a ler compreensivamente;
c. exercitar a apreender detalhes de um texto;
d. exercitar a apreender os aspectos gerais de um texto.
3. Use a técnica quando:
a. não souber as condições do grupo em apreender um texto;
b. quiser treinar leitura e interpretação de texto;
Texto extraído do Blog do Professor Magela












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